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quarta-feira, 28 de março de 2012

Não importa.

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          Não importa o tanto que você faça, sempre será pouco aos olhos de quem pede. Não se pode respirar, não pode deixar nada no caminho, ela sempre vai ver a poeira que você deixou.     
          Não importa o tanto que você faça, sempre será pouco aos olhos da sua sombra. Pode ter feito tudo naquele dia, mas só será sua obrigação.
           Não importa o tanto que você faça, sempre será pouco aos olhos de quem cobra. Pode estar cansada, mas você sempre vai ter que chegar no limite do limite, e nem assim será o suficiente.
           Não importa o tanto que você faça, sempre será pouco. 
Paciência.

Neurose.

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          A cabeça dói. A língua cossa de uma forma incontrolável. A vontade se expande. Paciência. Só o que digo e tento ter, paciência.
          Como corrói o peito a raiva. Não se deve ter raiva, mas quem nunca teve? Vontade absurda de mandar tudo para a merda. Colocar palavras, frases maldosas, verdadeiras e textualizadas para fora, mostrando o que realmente está sentindo e tem que se conter constantemente para tentar parecer uma pessoa "boa", ou para não magoar, ou para não começar uma inacabável briga.
          Muitas vezes tenho vontade de pular no pescoço de certas criaturas. A vontade gigantesca de faze-las calarem a maldita boca. De fato, falta o silêncio na minha vida. Oh se falta. 
PACIÊNCIA. SILÊNCIO. Metas a cumprir.

domingo, 4 de março de 2012

Apenas voe.

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Tão pequenino mas já queria voar.
Voar sem destino, para algum lugar.

Pensava no futuro, no futuro que logo chegaria.
Não esperava o tempo, porque o tempo não te esperaria.

Correu. Pulou. Voou.
Voou para longe. Muito longe.
Não olhou para traz.
Apenas foi.
Foi para longe.

Gravou o que de mais bonito viu.
Deixou o resto no caminho.
Sem rumo, sem destino.
Sabia e não sabia aonde chegar.
Apenas seguia a estrada para algum lugar.

E veio a tempestade e uma pausa teve que fazer.
Não queria perder tempo, mas o tempo teve que perder.
Tem momentos que temos que esperar, esperar e esperar.
Sem paciência não chegará em nenhum lugar.

A tempestade passou, e assim voou.
Voou.
Voou.
Voou.
Voo...
Vo...
V...
...
Em algum lugar chegou.