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domingo, 22 de abril de 2012

Da poeira, nasce o ouro.

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      E a poeira se espalhou sobre a mesa, escondendo o que jazia naquele quarto abandonado. A menina não se via mais como criança, crescera de forma rude, acelerada e obrigatória. Perdera sua infância pela arrogância de seu padastro. Autoritário, mercenário, vivia a custa do trabalho árduo, não sorria, apenas mandava.
      Não se sabe o que se passa na cabeça de certas criaturas tão vampirescas que sentem prazer no sofrimento alheio. Se redivinizam na maldade para com o próximo. Como pode? Apenas isso: Instinto. O homem, ser ignorante da natureza, ser imperfeito que ainda não sabe colocar o bem em primeiro plano, deixando sua maldade reinar, deixando seu extinto animalesco falar.
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      Tente servir à outro caminho, o caminho irradiador de luz, que nos traz de forma acolhedora a esperança de ser uma pessoa de bem, a qual todos devêssemos nos arrimar.
      Comece pelo sorriso no trabalho, isso ajudará a tirar boa parte das impurezas e poeiras acumuladas ao longo da estrada.

domingo, 4 de março de 2012

O Homem da Ponte.

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          Escorria sobre o corpo as lágrimas do cinzento céu. Pequeninas gotas formavam um rio de lamentações naquela tarde de luto. Não se via alegria nas ruas, apenas o vazio, o cinza. O asfalto molhado e escorregadio deixava as ruas mas perigosas do que de costume. Tudo passava ar de tristeza. Tudo estava parado, menos aquela chuva. Milhares e milhares de gotas caindo sobre a cabeça do desiludido homem da ponte. Homem do qual não fora homem suficiente para suportar tanta dor. A dor de ter perdido tudo que se orgulhava, tudo que amava. Não se suportava mais depois daquele incidente. Não pensava mais, jogou tudo que lhe restava fora. Jogou suas forças, jogou seu corpo, jogou seu coração. Jogou sua vida para a tal chamada morte. Jogou-se, naquela tarde chuvosa, da ponte. Deixou o balanço das águas levarem seu corpo. Deixou a chuva lavar o que restou.